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VÍDEO II
Wahba critica redes de proteção
Publicado em 23.07.2006 Ciência e Meio Ambiente Jornal do Commercio
SÃO PAULO – O mergulhador paulista Lawrence Wahba criticou o projeto de colocar redes de proteção nas áreas de risco do litoral pernambucano, durante a coletiva que apresentou o documentário Rebelião de tubarões. Para ele, a idéia não seria eficaz. “Com o sobe e desce da maré, podem-se abrir brechas na rede. Aí o tubarão entra e fica lá, junto às pessoas”, destacou. “A África do Sul já retirou as redes e alguns Estados da Austrália também estão estudando a retirada.”
O biólogo Otto Gadig, professor da Unesp que acompanhou a maioria dos ataques no Recife, explicou que as redes não deveriam ser permanentes em Pernambuco. “Se forem redes de exclusão, colocadas para banhistas em pequenas áreas, pode ser que funcionem.”
Segundo Gadig, os tubarões são vítimas do homem. “Nenhuma espécie no mundo é tão maltratada. Enquanto cerca de 80 ataques são registrados, por ano, no mundo, o homem mata 100 milhões de tubarões no mesmo período, uma média de um animal a cada segundo.” Ele ressalta que o número de ataques de tubarão é baixo, comparado com os de outros animais. “Morre muito mais gente por pisadas de elefantes, ataque de tigres, hipopótamos, água-viva, abelhas.”
Questionado se o documentário não seria negativo para o turismo, o biólogo foi duro. “O que afasta o turista é a prostituição infantil, o péssimo transporte público, a insegurança nas ruas. A Flórida é o local do mundo onde há maior número de ataques de tubarão. E é o local do mundo mais visitado.” Pelo menos metade dos ataques de tubarão do mundo são registrados no Estado da Flórida, que anualmente recebe 60 milhões de turistas.
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